Escritas

Mediadora do Deserto

António Ramos Rosa Ano: 5775
Cegueira límpida. Silêncio
de um incêndio. Que odor
nas áridas axilas!
Ela escuta a música do sol.

Divagações, figuras
esvaem-se na brancura.
Cegas frases de areia
no deserto da mesa.

Nada, ninguém. Retorno
à matriz branca. Ausência.
Espaços nus e inertes.
Mineral simplicidade.

Querer e não querer no início.
O risco é apenas um sopro
para incendiar o vento
no esquecimento do mundo.
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