Escritas

Mediadora do Opaco

António Ramos Rosa Ano: 5775
Para o mínimo olhar a terra negativa,
os poços infantis,
lanças, palmas, dentes,
concavidades, placas, declives.

Não já a flor nem a folha soberana
mas os impulsos negros, a incoerência viva
do informulado: algo entre
vermes e excrementos explode

no opaco. Onde as palavras
circulares, concêntricas
se apagam.
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