Unidade do Silêncio

António Ramos Rosa
António Ramos Rosa
1 min min de leitura 1984 Dinâmica subtil
Unidade do silêncio com o corpo da água
irradiação de uma montanha
cimo e abismo numa única linha
melancolia viva e fresca floresta e pomba
a beleza frágil a beleza serena
arde a opacidade arde a madeira do mundo
revela-se a superfície fundamental
invulnerável a harmonia que inunda
Frases frases já não complicadas
mas orientadas
para a plenitude do ser
Redes vindas do ignorado disseminam-se
Uma paciência de mil árvores
Dilata-se a estrela de água
Praias praias onde os segredos se desvelam
Por toda a parte mediações para o desconhecido
Vagas vagas de ligeireza primaveril
Clara visão do fundo vibrante continuidade
igual a tudo na soberania do simples
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