Escritas

Um Rio No Rio

António Ramos Rosa Ano: 5773
Onde de súbito desliza a densidade
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Ressurge a energia profunda suave
que entrega à claridade     vivo e trémulo
o animal de sombra que respira inteiro
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Nada sabemos que não seja estar
na superfície da leveza exacta
Amamos a vertigem lúcida o frémito
do equilíbrio subtil
Longo longo é o tempo do intacto longo
é o tempo do túmido percurso
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Sulcando os sulcos do imprevisível
nas areias repousadas
gozamos o sabor e a cintilação dos frutos
ramos ardentes do ser do espaço livre
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Folheamos o corpo da terra no tremor
de um deus longo que se inclina e soletra
as palavras jamais ditas mas ouvidas
no sopro subtil no fogo
aéreo
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Vemos as minúcias do solo vemos a
secreta face silenciosa
nascemos no aqui no seu segredo
indecifrável somos
um imóvel olhar na nitidez do resplendor
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Flui um rio no rio
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