Escritas

Acende-Se Algo Na Garganta

António Ramos Rosa Ano: 5769
Acende-se algo na garganta
A língua distensa ainda verde
dirá talvez o odor da tempestade
e o silvo terrífico nas chaminés

Mas o que está a arder tão baixo
é quase imperceptível
quase nulo
como este voo raso sobre o vazio
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