Quando
António Ramos Rosa
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Ano: 5769
Quando
não há sinal na noite em que se escreve o clarão é branco
alucinante o traço nulo marca no vazio o caminho
talvez um túnel ou descampado
a órbita branca oscila
a noite é que governa as sílabas
Há uma surpresa e um equilíbrio na intensidade
o vento treme o obscuro emigra
um aglomerado de pedras
e a torre de palavras e de fogo
não há sinal na noite em que se escreve o clarão é branco
alucinante o traço nulo marca no vazio o caminho
talvez um túnel ou descampado
a órbita branca oscila
a noite é que governa as sílabas
Há uma surpresa e um equilíbrio na intensidade
o vento treme o obscuro emigra
um aglomerado de pedras
e a torre de palavras e de fogo
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