Escritas

76. Linha E Sóbria, Desesperada Pedra

António Ramos Rosa Ano: 5767
76
Linha e sóbria, desesperada pedra
contida em sua linha de água e dança
vertida na palavra que não dança.

Ela a retida, livre — na cidade —
desocupada na página ou no lancil
lançada à vertigem viva de uma escrita.

Por ela a terra roda a vila pesa
a pedra é pedra e sol e água e
entre o lugar e a ausência o nome é branco.
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