Escritas

72. Porquê o Porquê a Sombra Viva, a Sobrevida

António Ramos Rosa Ano: 5767
72
Porquê o porquê a sombra viva, a sobrevida
e escrever estes sinais na folha e não saber
e escrever ainda sem esperança e no desejo
dos sinais de uma paisagem acesa, o esplendor.

O esplendor. O encontro. Aqui jamais
eis o epitáfio e o motor da imagem
negra ou branca na incerta curva
de um verso e outro verso entre os espaços.

E se ela fosse vermelha, ah vermelha!
ela quem? — ela, o esplendor do encontro
tão raro e tão pouco no pouco que é

viver sem esperar, escrever sem esperar,
mas no movimento da imagem interior
acender a imagem da face ou o esplendor.
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