63. Branca E Profunda Ausência Que Desvias
António Ramos Rosa
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Ano: 5767
63
Branca e profunda ausência que desvias
o vagar e vagas indecisa
a lava que tu levas no declive
aproxima a sombra de outra sombra viva.
E cresces no labirinto, uma palavra bela.
E atónitas pupilas tu deslocas
onde arde um campo nas praias desta noite
e as artérias ardem nos ramos dessa noite.
Não guardes a beleza porque é o terror que arde
a rasar pelo silêncio e lentamente
a grade é sacudida nas artérias.
Não é portanto um caminho, o vagar da tua força
abre-te a solidão e tu dirás a lâmpada
com a insegura mão crestada sobre o muro.
Branca e profunda ausência que desvias
o vagar e vagas indecisa
a lava que tu levas no declive
aproxima a sombra de outra sombra viva.
E cresces no labirinto, uma palavra bela.
E atónitas pupilas tu deslocas
onde arde um campo nas praias desta noite
e as artérias ardem nos ramos dessa noite.
Não guardes a beleza porque é o terror que arde
a rasar pelo silêncio e lentamente
a grade é sacudida nas artérias.
Não é portanto um caminho, o vagar da tua força
abre-te a solidão e tu dirás a lâmpada
com a insegura mão crestada sobre o muro.
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