Escritas

40. o Cão Sem Sombra E a Face Oblíqua

António Ramos Rosa Ano: 5767
40
O cão sem sombra e a face oblíqua
na infância azul da face
uma janela alta o vazio os astros.

Um gesto da matéria amorosa negra
a flecha do não ser na ferrugem do muro
a questão interrompida o sexo nu.

Quando no opaco a oblíqua ferida
rasga as paralelas do ser e a flecha fere
a outra flecha vermelha na ferrugem.
980 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão ToPostComment