Escritas

Acende-Se o Desejo E É Tão Precária a Voz!

António Ramos Rosa Ano: 5759
Acende-se o desejo e é tão precária a voz!
Ou ainda não tão pobre que se ouça
na humidade da erva, na limpidez do ar.
Quem me desperta? Quem sou eu? Quem somos nós?

Nele tudo se conjugaria, essencial.
O quotidiano e a palavra idêntica.
Mas o destino e a liberdade nascem
na distorção das linhas, nos encontros.

Eu não sou a voz do personagem mudo.
Entre o interior e o exterior confundo-o.
Se passa além, nas árvores, se o distingo
sou eu ainda que o desenho ou crio.

Pobre invenção, visão tão pobre!
Serei igual a ti, na confusão ou não.
Porque estou só, com todos, todos sós.
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