Escritas

É a Superfície o Que Se Passa À Superfície

António Ramos Rosa Ano: 5759
É a superfície o que se passa à superfície
língua folhagem
instantâneo caminho sopro
de sinais

E dizer é aqui no muro
no escuro da pedra
uma visão que dilucida a fome
das mãos
e torna a precária erva um bem dizível

É o que passa e jorra não sei de
que lado do silêncio que ilumina
a macia terra cega
e não só lâmpada não só arco ou anca
mas a mesa árida mas o rosto de lama
1 032 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão ToPostComment