Para Dizerem Sede Outrora a Estrela
António Ramos Rosa
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Ano: 5758
Para dizerem sede outrora a estrela
era o guia azul na lentidão da praia
Hoje a aridez resume
dedo a dedo
a palavra árida
da sede
As linhas não flutuam
quebram escadas
as esquinas desdobram-se sobre os corpos
as letras interrogam as palavras
as sombras caem sobre as sombras
Para não te dizer o fogo desse luto
de um dia tão final que o branco ascenda
à cegueira das pálpebras de areia
era o guia azul na lentidão da praia
Hoje a aridez resume
dedo a dedo
a palavra árida
da sede
As linhas não flutuam
quebram escadas
as esquinas desdobram-se sobre os corpos
as letras interrogam as palavras
as sombras caem sobre as sombras
Para não te dizer o fogo desse luto
de um dia tão final que o branco ascenda
à cegueira das pálpebras de areia
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