Ferozmente Nulo Humilde Árido
António Ramos Rosa
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Ano: 5758
Ferozmente nulo humilde árido
percorro este intervalo de assombro nu
entre ar e ar
no repouso vibrante de um andar na margem
do centro verde da água do silêncio
antes do depois no ainda já
presente em todo o corpo gelado de ar
no chão mais alto e luminoso igual
num percurso indiferente às aranhas de dentro
no hálito inicial de uma boca de mar
percorro este intervalo de assombro nu
entre ar e ar
no repouso vibrante de um andar na margem
do centro verde da água do silêncio
antes do depois no ainda já
presente em todo o corpo gelado de ar
no chão mais alto e luminoso igual
num percurso indiferente às aranhas de dentro
no hálito inicial de uma boca de mar
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