Escritas

A Elegância Negra. Um Punhal — E Um Corpo.

António Ramos Rosa Ano: 5754
A elegância negra. Um punhal — e um corpo.
Dissolve-se a leitura
dispersa-se onde
se reduz a sombra toda a palavra opaca.

Quero ver o que não vejo: a igualdade de ombros
extensa a tudo o mais, o calor dos membros,
a fulguração dos papéis espalhados no horizonte.
O nosso olhar atinge o espaço inteiro.

A brancura crucifica-me, o cavalo defende-me.
O cavalo ataca as estruturas frágeis.
Uma cabeça córnea defende o intacto.
A pureza das armas.
A presença das muralhas.
950 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão ToPostComment