Onde a Boca Cai Cai o Sol do Cavalo
António Ramos Rosa
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Ano: 5754
Onde a boca cai cai o sol do cavalo.
Ó boca exasperada nas raízes, nas pedras,
ó boca envenenada pelo verde da treva.
Onde o sol do cavalo? Água subterrânea.
Lâmpadas submersas, visões, negros punhais,
atravessar o cavalo, dominar a esperança,
a paciência é nova, mas as luzes já ferem
os olhos sem as pálpebras, e o acaso começa,
a perturbar a ordem que amadurece os frutos,
a conturbar a vista dos campos e da paz.
Onde a boca cai cai o cavalo e caio.
Ó boca exasperada nas raízes, nas pedras,
ó boca envenenada pelo verde da treva.
Onde o sol do cavalo? Água subterrânea.
Lâmpadas submersas, visões, negros punhais,
atravessar o cavalo, dominar a esperança,
a paciência é nova, mas as luzes já ferem
os olhos sem as pálpebras, e o acaso começa,
a perturbar a ordem que amadurece os frutos,
a conturbar a vista dos campos e da paz.
Onde a boca cai cai o cavalo e caio.
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