Um Sulco a Apagar-Se

António Ramos Rosa
António Ramos Rosa
1 min min de leitura 1972 A pedra nua
Um sulco a apagar-se
lâmina ou ferida ao sol
o vento devagar
e a mão que lê o espaço

E porque não um sim
o sim de todo o espaço
numa cabeça vã
de uma formiga fácil

Nada mais do que sim
onde um porquê se extingue
e num talvez acorde
daqui a pouco — ou não.
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