Fora do Arco
António Ramos Rosa
•
Ano: 5750
Quem constrói?
Ninguém mais. Só
onde me lanço. E é terra ou não.
Nada quero dizer.
Nada se alcança.
Música, a necessária:
boca do desejo
que inicia a perda ou
o espaço em branco.
Quem escuta ou quem atende?
Fora do arco, no papel
a pedra não é pedra. É onde
nada imploro, mas avanço ou caio.
E sem a força, o aro flexível,
inscrevo, abrindo o branco
para onde não sei.
Não me nego. Mas cedo
ao duro arbusto que estremece
à minha frente.
Será a árvore, é para ti
se eu for
no alvo que atravesso.
Ninguém mais. Só
onde me lanço. E é terra ou não.
Nada quero dizer.
Nada se alcança.
Música, a necessária:
boca do desejo
que inicia a perda ou
o espaço em branco.
Quem escuta ou quem atende?
Fora do arco, no papel
a pedra não é pedra. É onde
nada imploro, mas avanço ou caio.
E sem a força, o aro flexível,
inscrevo, abrindo o branco
para onde não sei.
Não me nego. Mas cedo
ao duro arbusto que estremece
à minha frente.
Será a árvore, é para ti
se eu for
no alvo que atravesso.
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