Hausto
António Ramos Rosa
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Ano: 5749
No terreno nu, pobre papel,
arranco este hausto
sobre as mãos.
Pelo rosto me abandono ao ar.
As ervas flutuam.
O bafo do mar sobre o carvão.
Para acender a terra fatigada
abro este sulco
sobre o ar
nas minhas mãos.
arranco este hausto
sobre as mãos.
Pelo rosto me abandono ao ar.
As ervas flutuam.
O bafo do mar sobre o carvão.
Para acender a terra fatigada
abro este sulco
sobre o ar
nas minhas mãos.
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