A Face do Ar

António Ramos Rosa
António Ramos Rosa
1 min min de leitura 1970 Nos seus olhos de silêncio
O rosto nu perante o mar.
Uma cortina de árvores corta o vento.
Um abrigo no extremo, a face do ar.
Onde sossega a sede, um pássaro arde.
O corpo encontra o côncavo do grito.
A pedra une-me à sombra do silêncio.
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