Velocidade

António Ramos Rosa
António Ramos Rosa
1 min min de leitura 1966 Estou vivo e escrevo sol
a manhã     a moeda crespa
o princípio duma torre     o peito rude
um boi na estrada
os pés     as mãos     um tronco     a ponte
o corpo     a terra
a mulher atravessada     a raiva
a parede     a sombra     o peito
o corpo
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