Escritas

Visão Vertical

António Ramos Rosa Ano: 5746
A pressão contínua, a falta de ar, o moinho dilacerante. As sombras soçobram, um exército de mãos incendeia-se a um canto, as novas configurações saem do solo, em grandes torvelinhos de pó, em rendas, sinais vivos duma fome de olhos e dedos. Lucidez penetrante, incandescência duma só cor de terra, embriaguez sólida.
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