Escritas

Homens Caminhando No Escuro

António Ramos Rosa Ano: 5742
Resíduos frescos entre estames caídos.
Mínimas luzes. Marcha branda.
Caminhamos colados ao vento
faces devoradas
— um tilintar de copos numa casa para além do caminho —
a terra restituída
a um sonho em pé.

(Sob a luz das estrelas, ávidos passos
entre árvores.
Respiramos o bafo de uma terra
rente ao peito.)
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