Escritas

Estou Como Se Não Houvesse Mais Para Dizer Que Uma Palavra

António Ramos Rosa Ano: 5740
Estou como se não houvesse mais para dizer que uma palavra
uma interminável palavra
no interminável silêncio

Estou como um cavalo esquelético à beira dum horizonte
perdidos todos os caminhos

Estou no entanto familiar
e rodeado de presenças

Escarvo no chão absurdo
e uma pedra dá-me confiança

Na solidão da terra encontro
como o vestígio dum segredo
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