Escritas

você, outra

Natasha Tinet
você, outra
porcelana fria que se quebra
ao vento, trevo de três folhas
nascida indesejada
raiz frouxa sobre a terra.

Você, outra
encharpe dada por mamãe
delicada trama de rayon
tecida ppor máquinas nostálgicas
da era das orquestras no cinema mudo.

você, outra
que se entende pedra
compreende o adeus das folhas
que não morreram, mas vão indo
fazendo cócegas nas rótulas pontudas das poetas.