Escritas

XI - Temo, Lídia, o destino. Nada é certo.

Fernando Pessoa Ano: 598
Temo, Lídia, o destino. Nada é certo.
Em qualquer hora pode suceder-nos
O que nos tudo mude.
Fora do conhecido é estranho o passo
Que próprio damos. Graves numes guardam
As lindas do que é uso.
Não somos deuses; cegos, receemos,
E a parca dada vida anteponhamos
À novidade, abismo.


(Athena, nº 1, Outubro de 1924)
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