Escritas

Primeiro soneto da estrela

Edmir Domingues
Quando a estrela vitral de verde e roxo
subir no céu desfeito em riso e cores,
sejam cinza os passados dissabores,
a incerteza futura um sonho coxo.

E se a estrela descer, com seus tentáculos
sobre nossas cabeças semi-obscuras,
haja o canto de todas as ternuras
transcendendo os conceitos e os obstáculos.

Bem haja então a estrela a nós descida,
tornando ouro estes pés de barro e lama,
talvez estrela ainda em nossa cama
entre espasmos de amor, de luz, de vida.

- Que esses olhos que dormem com as estrelas
jamais serão de pó para esquecê-las.
660 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.