Soneto quase erótico

Queimaremos os barcos, bem defronte
dos países do amor desesperado,
para que nada seja relembrado
além da linha azul desse horizonte.

Ultrapassados campos, lagos, monte,
seja o reino do sempre inesperado,
que Amor vive do novo renovado
que sempre se renova, eterna fonte.

Sobre lençóis de chamas, cada dia
Jogaremos os jogos, e o secreto
jogo do fogo e mágica alegria.

Destroçados os cintos do passado
dar-vos-emos, Senhora, o amor completo:
o prazer do prazer então negado.
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