Soneto das estrelas sem conta

E eu galguei o alcantil tendo-a em meus braços,
vestida não de sol, porém de lua,
e havia cavalgadas nos espaços,
seu suave suor, e estava nua.

Houve então cavalgadas sobre a terra,
o espanto do luar que tudo via,
e a grande paz que habita nessa guerra
de corpos enlaçados em porfia.

Veio depois o estranho cataclismo
desse grande vazio de depois.
À margem desse negro mar, o abismo
do mar, ao pé da soma de nós dois.

        A Mão do Orvalho então, sabe fazê-lo,
        pôs estrelas sem conta em seu cabelo.
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