Eis Que Morreste. Mortalmente Triste
Sophia de Mello Breyner Andresen
•
Ano: 1819
Eis que morreste. Mortalmente triste
Divaga a flor da aurora entre os teus dedos
E o teu rosto ficou entre as estátuas
Velado até que o novo dia nasça.
Se nenhum amor pode ser perdido
Tu renascerás — mas quando?
Pode ser que primeiro o tempo gaste
A frágil substância do meu sono.
Divaga a flor da aurora entre os teus dedos
E o teu rosto ficou entre as estátuas
Velado até que o novo dia nasça.
Se nenhum amor pode ser perdido
Tu renascerás — mas quando?
Pode ser que primeiro o tempo gaste
A frágil substância do meu sono.
Português
English
Español