Escritas

Eis Que Morreste. Mortalmente Triste

Sophia de Mello Breyner Andresen Ano: 1819
Eis que morreste. Mortalmente triste
Divaga a flor da aurora entre os teus dedos
E o teu rosto ficou entre as estátuas
Velado até que o novo dia nasça.

Se nenhum amor pode ser perdido
Tu renascerás — mas quando?
Pode ser que primeiro o tempo gaste
A frágil substância do meu sono.
1 970 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão ToPostComment