Escritas

Fundo do Mar

Sophia de Mello Breyner Andresen Ano: 1817
No fundo do mar há brancos pavores,
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.

Mundo silencioso que não atinge
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo-marinho.
Um polvo avança
No desalinho
Dos seus mil braços,
Uma flor dança,
Sem ruído vibram os espaços.

Sobre a areia o tempo poisa
Leve como um lenço.

Mas por mais bela que seja cada coisa
Tem um monstro em si suspenso.
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Comentários (8)

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Cráudio
Cráudio
2022-11-14

Eu não concordo com vc

kaka
kaka
2022-11-13

discordo<br />

fatima seidi
fatima seidi
2022-05-01

Eu amei a poesia e vou ler na minha escola na maratona da poesia

Jgg
Jgg
2021-05-22

Acho que o teísmo nao faz sentido mas adoro

Cristina
Cristina
2020-12-07

Lindas imagens, tudo parece se mover no ritmo da água. O monstro aparecer em cima e o profundo ser de paz é novo e maravilhoso.