A Luz Oblíqua
Sophia de Mello Breyner Andresen
•
Ano: 1790
A luz oblíqua da tarde
Morre e arde
Nas vidraças.
Nas coisas nascem fundas taças
Para a receber,
E ali eu vou beber.
A um canto cismo
Suspensa entre as horas e um abismo.
A vibração das coisas cresce.
Cada instante
No seu secreto murmurar é semelhante
A um jardim que verdeja e que floresce.
Morre e arde
Nas vidraças.
Nas coisas nascem fundas taças
Para a receber,
E ali eu vou beber.
A um canto cismo
Suspensa entre as horas e um abismo.
A vibração das coisas cresce.
Cada instante
No seu secreto murmurar é semelhante
A um jardim que verdeja e que floresce.
Comentários (1)
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Nelson
2022-01-10
A física da luz tratada pelo sentimento de sua presença.<br />
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