Escritas

Ó curva do horizonte, quem te passa,

Fernando Pessoa Ano: 599
Ó curva do horizonte, quem te passa,
Passa da vista, não de ser ou estar.
Não chameis à alma, que da vida esvoaça,
Morta. Dizei: Sumiu-se além no mar.

Ó mar, sê símbolo da vida toda —
Incerto, o mesmo e mais que o nosso ver!
Finda a viagem da morte e a terra à roda,
Voltou a alma e a nau a aparecer.
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Comentários (1)

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ademir domingos zanotelli
ademir domingos zanotelli
2025-07-27

Bem a terra é redonda.... e a nau aparece... pois nossa alma faz a viagem de uma vida toda, até seu corporal falecer e ela subir a D'us com toda sua felicidade. belíssimo .