Abram falência à nossa vitalidade!
Fernando Pessoa
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Ano: 597
Abram falência à nossa vitalidade!
Escrevemos versos, cantamos as coisas-falências; não as vivemos.
Como poder viver todas as vidas e todas as épocas
E todas as formas da forma
E todos os gestos do gesto?
O que é fazer versos senão confessar que a vida não basta
O que é arte senão uma esperança que não é ninguém
Adeus, Walt, adeus!
Adeus até ao indefinido do para além do Fim.
Espera-me, se aí se pode esperar,
Quando parte o último comboio?
Quando parte? (Quando partimos)
Escrevemos versos, cantamos as coisas-falências; não as vivemos.
Como poder viver todas as vidas e todas as épocas
E todas as formas da forma
E todos os gestos do gesto?
O que é fazer versos senão confessar que a vida não basta
O que é arte senão uma esperança que não é ninguém
Adeus, Walt, adeus!
Adeus até ao indefinido do para além do Fim.
Espera-me, se aí se pode esperar,
Quando parte o último comboio?
Quando parte? (Quando partimos)
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