O DESTINO: As minhas mãos invisíveis
Fernando Pessoa
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Ano: 602
As minhas mãos invisíveis
Pesam sobre o mundo
E as coisas, insensíveis
Ao seu condestinar profundo,
Dormem no sonho de verdade
Chamado a sua liberdade.
Todos são malhas de uma rede
Que no seu desfazer
Julgam que vivem e têm sede
De em si crer.
Pesam sobre o mundo
E as coisas, insensíveis
Ao seu condestinar profundo,
Dormem no sonho de verdade
Chamado a sua liberdade.
Todos são malhas de uma rede
Que no seu desfazer
Julgam que vivem e têm sede
De em si crer.
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