Pensa quantos, no ardor da jovem ida,
Fernando Pessoa
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Ano: 598
Pensa quantos, no ardor da jovem ida,
Um destino parou; quantos, obtendo
Da meta inesperada
(...)
Não esperes nem consigas; enche a taça
E abdica: tudo é natural e estranho.
Nem justos nem injustos
São os Deuses, senão outros.
O conseguido é dado; tudo é imposto.
Prazer ou mágoa, são qual sol ou chuva,
Dados, ora são desejos
Ora ao (...)
(...)
(...) esperanças breves;
Quantos, que à meta imposta
A só esperança lembrada antequiseram.
Tal porque morre cai, tal porque vive.
O que se cumpre nunca se quisera,
Salvo se a morte é cega
Do pó do (...)
Um destino parou; quantos, obtendo
Da meta inesperada
(...)
Não esperes nem consigas; enche a taça
E abdica: tudo é natural e estranho.
Nem justos nem injustos
São os Deuses, senão outros.
O conseguido é dado; tudo é imposto.
Prazer ou mágoa, são qual sol ou chuva,
Dados, ora são desejos
Ora ao (...)
(...)
(...) esperanças breves;
Quantos, que à meta imposta
A só esperança lembrada antequiseram.
Tal porque morre cai, tal porque vive.
O que se cumpre nunca se quisera,
Salvo se a morte é cega
Do pó do (...)
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