Escritas

Pese a sentença igual da ignota morte

Fernando Pessoa Ano: 598
Pese a sentença igual da ignota morte
Em cada breve corpo, é entrudo e riem,
Felizes, porque em eles pensa e sente
        A vida, que não eles.

De rosas, inda que de falsas, teçam
Capelas veras. Escasso, curto é o espaço
Que lhes é dado, e por bom caso em todos
        Breve nem vão sentido.

Se a ciência é vida, sábio é só o néscio.
Quão pouco diferença a mente interna
Do homem da dos brutos! Sós! Leixai
        Viver os moribundos!
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