Escritas

Cantos, risos e flores alumiem

Fernando Pessoa Ano: 598
Cantos, risos e flores alumiem
        Nosso mortal destino,
Para o ermo ocultar fundo, nocturno
        De nosso pensamento,
Curvado, já em vida, sob a ideia
        Do plutónico gozo,
Cônscio já da lívida esperança
        Do caos redivivo.
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