Escritas

Quero, da vida, só não conhecê-la.

Fernando Pessoa Ano: 598
Quero, da vida, só não conhecê-la.
Bastam, a quem o Fado pôs na vida,
        As formas sucessórias
        Da vida insubsistente.
Pouco serve pensar que são eternos
Os nossos nadas com que na alma amamos
         Os outros pobres nadas
        Que (...)
Gratos aos deuses, menos pela incerta
Posse do sonhado certo, recolhamos
        A mercê passageira
        De instantes que não duram.
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