Escritas

Cá estamos no píncaro — nós dois

Fernando Pessoa Ano: 597
Cá estamos no píncaro — nós dois.
Nós dois e Homero? Não sabemos. Esse está mais abaixo.
Estendemos a mão e cada qual ainda que cego chega a Deus (ele não)
O quê — você não chega? Então você desaparece? — ou não chegou.

Sou míope e português
Se houver troca de louros
(...)

P'ra Apolo falta-me a beleza
Mas também falta só isso.
[...]
[...]

Camarada Will, qualquer de nós
Vale o resto, excepto o outro

Ave, poema mudo de verso (poema diverso)
Verso mudo de frases
Mesmo (ó diabo!) mudo de mim
Não importa. Feliz encontro
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