A luz crua do estio prematuro
Fernando Pessoa
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Ano: 597
A luz crua do estio prematuro
Sai como um grito do ar da primavera...
Meus olhos ardem-me como se viesse da Noite...
Meu cérebro está tonto, como se eu quisesse justiça...
Contra a luz crua todas as formas são silhuetas.
Sai como um grito do ar da primavera...
Meus olhos ardem-me como se viesse da Noite...
Meu cérebro está tonto, como se eu quisesse justiça...
Contra a luz crua todas as formas são silhuetas.
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