Plutão
Bom, fiel e brincalhão,
Era a alegria da casa
O corajoso Plutão.
Fortíssimo, ágil no salto,
Era o terror dos caminhos,
E duas vezes mais alto
Do que o seu dono Carlinhos.
Jamais à casa chegara
Nem a sombra de um ladrão;
Pois fazia medo a cara
Do destemido Plutão.
Dormia durante o dia,
Mas, quando a noite chegava,
Junto à porta se estendia,
Montando guarda ficava.
Porém Carlinhos, rolando
Com ele às tontas no chão,
Nunca saía chorando
Mordido pelo Plutão . . .
Plutão velava-lhe o sono,
Seguia-o quando acordado:
O seu pequenino dono
Era todo o seu cuidado.
Um dia caíu doente
Carlinhos . . . Junto ao colchão
Vivia constantemente
Triste e abatido, o Plutão.
Vieram muitos doutores,
Em vão. Toda a casa aflita,
Era uma casa de dores,
Era uma casa maldita.
Morreu Carlinhos . . . A um canto,
Gania e ladrava o cão;
E tinha os olhos em pranto,
Como um homem, o Plutão.
Depois, seguiu o menino,
Seguiu-o calado e sério;
Quis ter o mesmo destino:
Não saíu do cemitério.
Foram um dia à procura
Dele. E, esticado no chão,
Junto de uma sepultura,
Acharam morto o Plutão.
Comentários (5)
Conheci esse texto há uns 40 anos e nunca o esqueci. Me emocionou muito. Esse texto veio em um livro didático e nele havia o desenhodo cão negro, Plutão e me fez viajar na história de amor e tristeza.
Tenho 66 anos. Dou de São José do Divino M.G. Esse poema, conhecido por mim como poesia, cursava o curso do terceiro ano primário, minha professora Veranoma Batista de Figueiredo, nós ensinava literatura e gramática. Quando começou a recitar poesias, e a narrativa foi maravilhosa, amei os gestos a dicção o autor Olavo Bilac. Mim apaixonei e em poucos minutos recitava com firmeza, convicção, emoção dedicação, a professora convidou mim a irmã a frente e fazer a narrativa da poesia, naquela época os ouvintes ficaram atentos a narrativa. Ao término eles aplaudiram, e a professora falou bem forte!! Parabéns vc sabe o que vc receitou,? Responde sei sim professora. Plutão é um cachorros bonitos meigo amoroso. Gostava muito do menino Carlinhos. Como os médicos não encontraram a cura . Carlinhos morreu. E Plutão foi para o cemitério, como não tinha água e nem comida, Plutão morreu de tristeza e fome. Outro parabéns. Amo poesias poesias faz parte da minha infância. Uma infância querida, infância feliz poucas pessoas tiveram, viveram uma infância como a minha. Dou feliz, amo leitura. Vivo para leitura . Gostaria que todos Brasileiros soubesse ler. Amo ensinar. Não se aprende sem que alguém o ensine.
Tenho 72 anos. Sempre falei esta poesia em festinhas.Hoje fui procurar pra mostrar pra minha netinha Laura. Amei encontrar.Saudosismo demais
Esse poema foi falado em minha sala de aula, eu meus amigos e minha prof ficamos chocados. Só o final ficou triste, mas parabéns pelo seu esforço.
muito emocionante