Escritas

Os Pobres

Olavo Bilac
Aí vêm pelos caminhos,
Descalços, de pés no chão,
Os pobres que andam sozinhos,
Implorando compaixão.

Vivem sem cama e sem teto,
Na fome e na solidão:
Pedem um pouco de afeto,
Pedem um pouco de pão.

São tímidos? São covardes?
Têm pejo? Têm confusão?
Parai quando os encontrardes,
E dai-lhes a vossa mão!

Guiai-lhe os tristes passos!
Dai-lhes, sem hesitação,
O apoio do vossos braços,
Metade de vosso pão!

Não receieis que, algum dia,
Vos assalte a ingratidão:
O prêmio está na alegria
Que tereis no coração.

Protegei os desgraçados,
Órfãos de toda a afeição:
E sereis abençoados
Por um pedaço de pão . . .

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Comentários (4)

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sim
sim
2025-10-27

sim

Maria Isabel B. A
Maria Isabel B. A
2025-04-24

Um dos melhores que eu já li e conheço

Herrmann
Herrmann
2022-09-16

Que os pobres sejam acolhidos. Os braços representam o acolhimento, a empatia com os que não têm casa.

edinalva
edinalva
2022-04-25

o que sugere no decimo primeiro verso