No Meio do Caminho
E triste, e triste e fatigado eu vinha.
Tinhas a alma de sonhos povoada,
E a alma povoada de sonhos eu tinha...
E paramos de súbito na estrada
Da vida: longos anos, presa à minha
A tua mão, a vista deslumbrada
Tive da luz que teu olhar continha.
Hoje segues de novo... Na partida
Nem o pranto os teus olhos umedece,
Nem te comove a dor da despedida.
E eu, solitário, volto a face, e tremo,
Vendo o teu vulto que desaparece
Na extrema curva do caminho extremo.
Comentários (17)
Exatamente! Perfeita interpretação!
Creio que seja o fim da vida da amada dele. Eles se encontraram quando estavam tristes e cansados, porém eles tinham sonhos. Ficaram juntos, mas depois de um tempo ela o deixou e meio que o eu lírico ficou recentido pq nem lágrimas saíram dos olhos dela, não sentiu nenhuma dor por tê-lo deixado. Na última estrofe fica claro que o motivo pelo qual ela o deixou foi a morte, pq o vulto dela desaparece, sendo o fim a extrema curva do caminho extremo: a morte.
Creio que seja o fim da vida da amada dele. Eles se encontraram quando estavam tristes e cansados, porém eles tinham sonhos. Ficaram juntos, mas depois de um tempo ela o deixou e meio que o eu lírico ficou recentido pq nem lágrimas saíram dos olhos dela, não sentiu nenhuma dor por tê-lo deixado. Na última estrofe fica claro que o motivo pelo qual ela o deixou foi a morte, pq o vulto dela desaparece, sendo o fim a extrema curva do caminho extremo: a morte.
Que poema estupendo! Um dos melhores que eu ja ouvi. <br />
Eu acho que ele tava se referindo a ex dele ,a Amélia <br />Foi noiva dele até 1887 ou 88 por aí
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