Morreu a pequenina
Florbela Espanca
1 min min de leitura
Esparsos
Morreu a pequenina... Foi sol-pór
Aquele sol nascente. Quem diria!...
Mas Não! Não pode ser! Não morreria!
Não pode ser tortura o que é amor!
Anda a brincar e a rir seja onde for...
Anda por ali em doida correria...
Abram bem as estrelas do meio-dia,
Vejam se está no seio dalguma flor!...
«Lá vem a Primavera!» oiço dizer;
«A sempre alegre e moça, a sempre bela,
A que das fragas rosas faz nascer!»
Gorjeios... risos... Sim, oiço-os também...
Será a Primavera?... ou será Ela?!
Será a pequenina que além vem?!...
Aquele sol nascente. Quem diria!...
Mas Não! Não pode ser! Não morreria!
Não pode ser tortura o que é amor!
Anda a brincar e a rir seja onde for...
Anda por ali em doida correria...
Abram bem as estrelas do meio-dia,
Vejam se está no seio dalguma flor!...
«Lá vem a Primavera!» oiço dizer;
«A sempre alegre e moça, a sempre bela,
A que das fragas rosas faz nascer!»
Gorjeios... risos... Sim, oiço-os também...
Será a Primavera?... ou será Ela?!
Será a pequenina que além vem?!...
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