Escritas

O que sou eu

Florbela Espanca Ano: 1907
O que sou eu, Amor?... Sei lá que sou
Sou tudo e nada, grande e pequenina
Sou a que canta urna ilusão divina
Sou a que chora um mal que acabou.

Eu sei lá, que quimera me beijou
E nunca o soube assim desde menina
Há neste mundo tanta amarga sina
A minha é Não saber nunca quem sou

Esfinge, sonho tonto de desejos
Na tua boca sou urna asa aberta
A palpitar vermelha como os beijos

Andorinha..............a voejar
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