Escritas

Passeio Ao Campo

Florbela Espanca Ano: 1906
Meu Amor! Meu Amante! Meu Amigo!
Colhe a hora que passa, hora divina,
Bebe-a dentro de mim, bebe-a comigo!
Sinto-me alegre e forte! Sou menina!

Eu tenho, Amor, a cinta esbelta e fina...
Pele doirada de alabastro antigo...
Frágeis mãos de madona florentina...
– Vamos correr e rir por entre o trigo! –

Há rendas de gramíneas pelos montes...
Papoilas rubras nos trigais maduros...
Água azulada a cintilar nas fontes...

E à volta, Amor... tornemos, nas alfombras
Dos caminhos selvagens e escuros,
Num astro só as nossas duas sombras!...
2 823 Visualizações

Comentários (1)

Iniciar sessão ToPostComment
Gabriel
Gabriel
2022-04-19

O poema está incompleto:<br /><br />Meu Amor! meu Amante! Meu amigo!<br />Colhe a hora que passa, hora divina,<br />Bebe-a dentro de mim, bebe-a comigo!<br />Sinto-me alegre e forte! Sou menina!<br /><br />Eu tenho, Amor, a cinta esbelta e fina…<br />Pele doirada de alabastro antigo…<br />Frágeis mãos de madona florentina…<br />– Vamos correr e rir por entre o trigo! –<br /><br />Há rendas de gramíneas pelos montes…<br />Papoilas rubras nos trigais maduros…<br />Água azulada a cintilar nas fontes…<br /><br />E à volta, Amor… tornemos, nas alfombras<br />Dos caminhos selvagens e escuros,<br />Num astro só as nossas duas sombras!…