O Maior Bem
Florbela Espanca
•
Ano: 1905
Este querer-te bem sem me quereres,
Este sofrer por ti constantemente
Andar atrás de ti sem tu me veres
Faria piedade a toda a gente.
Mesmo a beijar-me a tua boca mente...
Quantos sangrentos beijos de mulheres
Poisa na minha a tua boca ardente,
E quanto engano nos seus vãos dizeres!...
Mas que me importa a mim que me não queiras.
Se esta pena, esta dor, estas canseiras,
Este mísero pungir, árduo e profundo
Do teu frio desamor, dos teus desdéns,
É, na vida, o mais alto dos meus bens?
É tudo quanto eu tenho neste mundo?
Este sofrer por ti constantemente
Andar atrás de ti sem tu me veres
Faria piedade a toda a gente.
Mesmo a beijar-me a tua boca mente...
Quantos sangrentos beijos de mulheres
Poisa na minha a tua boca ardente,
E quanto engano nos seus vãos dizeres!...
Mas que me importa a mim que me não queiras.
Se esta pena, esta dor, estas canseiras,
Este mísero pungir, árduo e profundo
Do teu frio desamor, dos teus desdéns,
É, na vida, o mais alto dos meus bens?
É tudo quanto eu tenho neste mundo?
Comentários (1)
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Flávio
2022-07-07
O poema está incompleto. Segue o correto:<br /><br />O Maior Bem<br />Este querer-te bem sem me quereres,<br />Este sofrer por ti constantemente,<br />Andar atrás de ti sem tu me veres<br />Faria piedade a toda a gente.<br /><br />Mesmo a beijar-me a tua boca mente...<br />Quantos sangrentos beijos de mulheres<br />Pousa na minha a tua boca ardente,<br />E quanto engano nos seus vãos dizeres!...<br /><br />Mas que me importa a mim que me não queiras,<br />Se esta pena, esta dor, estas canseiras,<br />Este mísero pungir, árduo e profundo,<br /><br />Do teu frio desamor, dos teus desdéns,<br />É, na vida, o mais alto dos meus bens?<br />É tudo quanto eu tenho neste mundo?
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