Escritas

Numa Sexta-Feira de Junho

Artur Eduardo Benevides
Saudades. Todas tuas. Quão sozinho!
Quão cheio de esperanças me perdi!
Ao ver-te em plenitude te sofri,
Sentindo-te mais forte do que o vinho.

Saudades. E não vens. Mas adivinho
Como estejas agora por aí.
E juro que ao olhar-te me senti
Como quem nuvens colhe num caminho.

És o sol que me guia ou que me aquece.
És a valsa distante, da quermesse.
És o trigo do sonho a florescer.

Penso em teu rosto fino e delicado
E mesmo ao ver-me assim, tão desolado,
Já quase morto estando, vou viver!

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