Escritas

Do Amor Final

Artur Eduardo Benevides
Nos dejúrios do amor, quando dizemos
Tudo o que salva a humana condição,
A vida fica em grã levitação,
Mas, quase sempre, tontos, nos perdemos.

Quem não teve do amor a sagração?
Em nosso maisquerer, todos sofremos.
Quantas mágoas e penas recebemos
Ao sentirmos a força da paixão!

E agora vens, ó última esperança!
No fim da tarde, bailo a contradança
Das pavanas gentis de teu olhar.

No pas de deux que une as nossas almas,
Chegas plena de Deus e então me acalmas
E me mostras as ilhas de teu Mar.

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